5 dicas para quem pretende adotar um pet

Porém, ter um pet em casa exige, sim, cuidados e planejamento. Não é nada saudável tirar um cachorro de uma ONG, por exemplo, e depois de dois ou três dias devolvê-lo, por achar que “ele deu muito trabalho”, “chorou muito à noite”, “fez xixi em local errado”, “não socializou com as pessoas e animais da casa” etc.

O pet sofre muito com devoluções, especialmente porque provavelmente já foi abandonado outra(s) vez(es). Então, antes de adotar um animal é preciso ter total certeza de que o quer, e, sobretudo, que está preparado para o período de adaptação do animal com a nova família e casa.

Foto: Getty Images

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“Toda vez que vamos inserir um pet em nosso lar (comprado, ganhado ou adotado), é preciso sempre planejar a vinda desse novo membro, porque, às vezes, já temos outros animais na casa, ou porque nunca tivemos contato com algum pet para criar, e talvez não tenhamos noção do que isso implica”, destaca Dr. Augusto Pegoraro é Médico Veterinário, Colaborador daBioDog, uma empresa de petiscos caninos naturais e saudáveis.

Abaixo, o veterinário destaca os principais pontos que devem ser analisados antes de adotar e também logo depois que o pet chegar na casa.

1- É preciso separar um espaço para esse novo membro: onde ele vai dormir, onde colocaremos sua água e comida, onde ele poderá fazer suas necessidades fisiológicas. “Se possível, já deixe tudo pronto antes do pet chegar”, orienta Pegoraro. “Arrume a caminha do seu novo cão, já organize o local onde fará suas refeições e defina o lugar onde ele poderá ficar (local arejado e onde possa se defender do sol e da chuva)”.

2- Se o tutor já tem outros animais, isso também deve ser feito: o novo cão não poderá comer no mesmo lugar que os animais antigos da casa; cada cão deve ter o seu espaço (isso evita desconfortos entre eles e disputa de território).

3 – A segunda parte do planejamento é definir se adotará um cão adulto ou filhote, de acordo com o veterinário. “Quando adotamos um cão filhote, temos maior possibilidade de ensiná-lo e treiná-lo. O cão já adulto já possui hábitos que precisarão ser recondicionados. Quando o cão já é adulto, ele já tem uma história de vida, onde ele pode ter desenvolvido alguns comportamentos inadequados e se tornou um cão muito medroso, arisco, não muito sociável, assustado etc. Então, deve-se adotar filhote ou adulto? Um não é melhor do que o outro, ambos vão exigir do tutor, mas as necessidades de aprendizagem são diferentes e o tutor precisa ter essa consciência ao fazer a escolha”, explica Pegoraro.

4 – Quando o tutor já possui outros animais e opta por adotar um cão já adulto, a aceitação e adaptação do novo membro podem ser mais desafiadoras e vai requerer mais atenção e cuidado. “Quando o novo membro é filhote, ele já sabe que numa matilha ele não tem poder nenhum, que ele é a parte mais baixa dessa matilha, isso contribui para a adaptação. O  cão adulto já terá dificuldades para entender tudo isso e pode querer disputar território”, explica veterinário.

5 –Lidar como novo cão, seja adulto ou filhote, requer paciência, atenção, frequência e persistência porque nenhum deles aprenderá em 30 segundos o que esperamos dele. Vai exigir treino e persistência”, lembra Pegoraro.

Foto: Getty Images

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Tendo consciência de que um novo pet exige, sim, atenção, paciência, cuidados especiais e muito amor, a adoção certamente será um sucesso!

Adote, mas com responsabilidade! Não faça isso se tiver dúvidas, não submeta um ser indefeso a mais sofrimento e rejeição!

Fonte: http://adotarumpet.com.br/5-dicas-para-quem-pretende-adotar-um-pet/

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