Por que alguns animais “adotam” outros sem serem seus filhos?

*Por Augusto Pegoraro

Os cães, como todos os mamíferos, possuem a mesma estrutura cerebral que nós humanos, tendo assim as mesmas reações relacionadas a emoção. Assim como os humanos, os animais podem adotar uns aos outros por vários fatores, tais como empatia, anseio de companhia, pelo instinto de cuidar (instinto materno), proteção, parceria, etc.

Quando um filhote é adotado por uma mãe, várias alterações hormonais acontecem nesta mãe como por exemplo, a produção de oxitocina, que é o hormônio responsável pela conexão afetiva entre mãe e filhos. A oxitocina estimula comportamentos como altruísmo, generosidade e empatia, fazendo com que os filhotes sejam aceitos por esta mãe mais facilmente.

No mundo animal é comum a adoção e as vezes pode ocorrer de forma inusitada, como por exemplo um cachorro que cuidou de um esquilo como se fosse seu próprio filhote, ou um guaxinim que adotou um gatinho, ou ainda um leopardo que caçava um babuíno e só depois de matá-lo percebeu um filhote agarrado ao corpo da mãe, por isso, assustado com o inusitado, abandonou o alimento caçado e resolveu cuidar do filhote desprotegido. Todas essas situações são comuns no mundo animal e costumam acontecer com maior frequência em animais domésticos, como os cães e os gatos, do que com os outros animais.

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